Processo básico de memorização

O processo de memorização é complexo e ainda pouco conhecido mas existem modelos básicos que nos ajudam a planejar ações didáticas que potencializam a aprendizagem dos estudantes! Veja aqui um desses modelos!

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O processo de memorização é complexo e ainda popuco conhecido na Neurociência e na Psicologia Cognitiva, mas existem modelos básicos que podem nos ajudar a planejar propostas de  aulas e sequências didáticas que potencializem a memorização e a aprendizagem de nossos estudantes.

Um possível modelo de memorização é o da imagem deste post. 

Começando pelos estímulos que recebemos tanto de nosso organismo como do meio, podemos captá-los pelos nossos órgãos dos sentidos  até certo limite, pois a quantidade de estímulos que chegam até nós é imensa, e o processamento de novas memórias requer alto investimento de energia. 

Ao captarmos aqueles estímulos mais relevantes, a nossa memória sensorial reserva os mesmos por alguns milissegundos (memória de curtíssimo prazo), tempo necessário para que o nosso filtro de atenção seleciona qual deles deverá continuar o processo até se formar uma nova memória. 

Um ponto muito importante aqui é justamente a atenção. Veremos em um próximo post os tipos de atenção, para que possamos trabalhar melhor o foco dos estudantes em nossas aulas. 

Ao chegar em nossa memória de trabalho (ou memória operacional), essa nova informação recebida passa a ser manipulada e conectada com conhecimentos prévios evocados da memória de longo prazo, processo chamado de codificação ou significação da informação. Quanto mais conhecimentos prévios o estudante tiver sobre a nova informação a ser memorizada, mais conexões serão feitas na memória de trabalho. Nesse momento, atividades que estimulem a geração ativa de conteúdos sem consulta a anotações, ou seja, utilizando o que os estudantes já possuem em suas memórias de trabalho,  são importantes. Explicar com as próprias palavras, oralmente ou na forma escrita, é um exemplo de atividade que ajuda a cofificar novas informações. 

O próximo momento de memorização é a consolidação da informação,  onde as conexões neurais se aprofundam por meio de atividades que exigem funções executivas mais complexas como planejamento e raciocínio para a resolução de problemas propostos. Atividades relacionadas a planejamento de apresentações, pinéis, mapas mentais e jogos são exemplos de ações cognitivas que podem ajudar no processo de consolidação. 

Táticas de repetição espassada (retomada do conteúdo trabalhado) também são interessantes para a consolidação ser potencializada.  Veremos mais detalhadamente o que isso significa em um próximo post. 

Feita a consolidação, a imformação passa a ser armazenada na memória de longo prazo.  Essa memória possui duração mais longa que a memória sensorial e a memória de trabalho, mas a sua duração pode variar de algumas horas a anos de vida, dependendo do quanto ela será evocada e utilizada. 

Basicamente,  esse modelo nos permite verificar que, ao longo do processo de memorização, algumas ações específicas podem ajudar o processo a ser mais eficaz, gerando memórias de melhor qualidade e duração. 

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Patrícia Narvaes

Atuou como professora e orientadora nos projetos de inclusão de tecnologias da comunicação na área da educação pela Escola do Futuro da USP. É praticante de Comunicação Não-Violenta (CNV) desde 2013, onde descobriu o poder de uma escuta profunda e como isso pode afetar a comunicação e melhorar as relações humanas, promovendo conexão e acolhimento. Em 2020, conheceu o Thinking Environment ou “Ambiente para Pensar”, abordagem criada pela Nancy Kline, que permite criar um ambiente de escuta apreciativo, levando as pessoas a removerem bloqueios e praticarem o pensamento independente.
Hoje, Patrícia é Facilitadora de Reuniões e Coach em Thinking Environment, certificada pela Time To Think, além de ser uma das organizadoras do projeto Escuta Viva, onde oferece práticas de escuta, cursos, palestras e atendimentos focados na comunicação e nas relações