Tipos de atenção

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Quando estudamos o processo de memorização, podemos perceber que o filtro atencional é essencial para que uma nova memória possa ser processada. 

Ao focar em determinado estímulo reservado na memória sensorial, o cérebro passa a trabalhar essa informação na memória de trabalho, manipulando conhecimentos prévios que possam se conectar com ela, conferindo significado (codificação). 

Em qualquer atividade que exija a nossa atenção plena, precisamos exercitar nosso controle inibitório, uma das funções executivas básicas, deixando de lado outros estímulos e distrações. 

Levine (2003) e Goldstein (2022) abordam diferentes tipos de atenção:

  • Atenção Seletiva: habilidade de filtrar distrações irrelevantes e concentrar-se em informações importantes, ou seja, cuidar de uma coisa e ignorar outras. É essencial em ambientes onde há muitos estímulos competindo pela atenção, como uma sala de aula movimentada.
  • Atenção Sustentada: capacidade de manter o foco em uma tarefa ou atividade específica por um período prolongado de tempo. É crucial para completar tarefas que requerem concentração contínua e persistência.
  • Atenção Alternada: capacidade de mudar o foco de atenção entre diferentes tarefas ou aspectos de uma tarefa sem perder eficiência. É importante para atividades que exigem respostas rápidas a múltiplas demandas. 
  • Atenção Dividida: habilidade de processar duas ou mais fontes de informação simultaneamente, ou seja, prestar atenção a mais de uma coisa ao mesmo tempo. É necessária para situações que exigem mais de uma atividade, como ouvir uma palestra enquanto se toma notas. Esse tipo de atenção é possível em tarefas fáceis ou tarefas difíceis altamente praticadas, não sendo possível em tarefas consideradas muito difíceis.

Levine (2003) enfatiza que esses diferentes tipos de atenção são cruciais para o sucesso acadêmico e que os alunos podem ter pontos fortes e fracos diferentes em cada tipo de controle de atenção.

Cosenza (2011) apresenta outras modalidades de atenção:

  • atenção executiva – relacionada aos mecanismos de autorregulação, ou seja, relacionada com a capacidade de modular o comportamento de acordo com demandas cognitivas, emocionais e sociais de cada situação vivenciada. Segundo o autor, a atenção executiva é importante para a aprendizagem consciente.
  • atenção reflexa– é aquela onde estímulos periféricos e suas características (novidade, contraste, movimento, cor, intensidade) são importantes.
  • atenção voluntária– regulada por aspectos centrais do processamento cerebral, sendo importantes fatores como os estados internos do organismo (hidratação, alimentação, etc) e a escolha pessoal.
 
Por que é importante saber os tipos de atenção?
 
Para planejarmos atividades e orientações de estudos  que ajudem os estudantes a permanecerem atentos em aula e durante tarefas passadas o tempo suficiente para que as informações trabalhnadas sejam processadas no cérebro, permanecendo por mais tempo na memória de trabalho, aumentando as chances de se tornarem memórias de longo prazo. 
 
Quais tipos de atividades podem trabalhar cada tipo de atenção acima? As imagens respectivas mostram diferentes atividades e situações nas quais essas modalidades de atenção são requisitadas. 
 
Profissão Educador: para quem ama ensinar e aprender sempre!

 

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Patrícia Narvaes

Atuou como professora e orientadora nos projetos de inclusão de tecnologias da comunicação na área da educação pela Escola do Futuro da USP. É praticante de Comunicação Não-Violenta (CNV) desde 2013, onde descobriu o poder de uma escuta profunda e como isso pode afetar a comunicação e melhorar as relações humanas, promovendo conexão e acolhimento. Em 2020, conheceu o Thinking Environment ou “Ambiente para Pensar”, abordagem criada pela Nancy Kline, que permite criar um ambiente de escuta apreciativo, levando as pessoas a removerem bloqueios e praticarem o pensamento independente.
Hoje, Patrícia é Facilitadora de Reuniões e Coach em Thinking Environment, certificada pela Time To Think, além de ser uma das organizadoras do projeto Escuta Viva, onde oferece práticas de escuta, cursos, palestras e atendimentos focados na comunicação e nas relações