Fatores que interferem na atenção

Muitos fatores internos ao nosso organismo e ambientais interferem na nossa capacidade de manter a atenção em atividades. Vamos ver alguns desses fatores para que possamos potencializar essa capacidade tão essencial para a memorização e a aprendizagem!

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Cosenza (2011) e Goldstein (2022) abordam vários fatores que interferem na atenção, entre os quais:
  • a variação da atividade cerebral desde o sono profundo ao pleno despertar. O nível de vigilância ou alerta é um importante fator que interfere na atenção. Essa interferência também é notada com relação à memória, segundo o autor.
 
  • estados internos do organismo: hidratação, alimentação, qualidade de sono, ansiedade.
  •  

Esse dois primeiros ítens podem servir de orientações aos estudantes, para que cuidem desses fatotes em suas vidas.

  • escolhas pessoais em contextos específicos ou por objetivos a serem alcançados.
 
  • estímulos periféricos e suas características, como novidade, cor, contraste, intensidade, movimento. Esses estímulos podem ser considerados distrações por desviarem nossa atenção de algo que estamos fazendo, prejudicando nosso desempenho.

 

No caso desses dois últimos fatores, nós educadores podemos interferir em salas de aulas, por meio de recursos e ações pedagógicas em nossos planejamentos.

Levine (2003) também aborda maneiras de o estilo de vida influenciar nos estilos de aprendizagem por interferir na qualidade de atenção dos estudantes, e cita mais um fator a ser considerado nas orientações aos estudantes:  o acesso excessivo aos games, redes sociais e telas.

Segundo ele, esse e outros aspectos da vida contemporânea podem prejudicar o neurodesenvolvimento, e inclui nessa lista as modalidades de programas oferecidos pelas mídias televisivas,”…oferecendo estímulos aos pedaços, sem muita necessidade de atenção e concentração.

Estamos perdendo nossa capacidade de atenção e podemos perceber isso diariamente em nossos alunos. No planejamento de aulas, é cada vez mais necessário pensarmos em recursos que possam ajudá-los a prestar atenção no que é ensinado e manter essa atenção para atividades mais complexas. 

Veremos isso no Profissão Educador! Acompanhe nossos conteúdos!

Referências:

  • COSENZA, Ramon M. – Neurociência e Educação : como o cérebro aprende/ Ramon M. Cosenza, Leonor B. Guerra. – Porto Alegre : Artmed, 2011.
  • GOLDSTEIN, E. Bruce – Psicologia Cognitiva : conectando a mente, pesquisas e experiências cotidianas/ E. Bruce Goldstein ; tradução Edson Furmankewicz ; revisão técnica Marcelo Fernandes Costa. — São Paulo : Cengage Learning, 2022.
  • LEVINE, Melvine D. Educação individualizada : motivação e aprendizado sob medida para seu filho/ Mel Levine ; tradução de Vania Maria da Cunha Martins Santos. – Rio de Janeiro : Campus : 2003.
 

Profissão Educador: para quem ama ensinar e aprender sempre!

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Patrícia Narvaes

Atuou como professora e orientadora nos projetos de inclusão de tecnologias da comunicação na área da educação pela Escola do Futuro da USP. É praticante de Comunicação Não-Violenta (CNV) desde 2013, onde descobriu o poder de uma escuta profunda e como isso pode afetar a comunicação e melhorar as relações humanas, promovendo conexão e acolhimento. Em 2020, conheceu o Thinking Environment ou “Ambiente para Pensar”, abordagem criada pela Nancy Kline, que permite criar um ambiente de escuta apreciativo, levando as pessoas a removerem bloqueios e praticarem o pensamento independente.
Hoje, Patrícia é Facilitadora de Reuniões e Coach em Thinking Environment, certificada pela Time To Think, além de ser uma das organizadoras do projeto Escuta Viva, onde oferece práticas de escuta, cursos, palestras e atendimentos focados na comunicação e nas relações