As funções executivas são habilidades que regulam pensamentos e ações, permitindo agir de maneira consciente para alcançar objetivos.
As três funções executivas essenciais para a aprendizagem e a memorização
| Função executiva | O que permite fazer | Relação com a aprendizagem |
|---|---|---|
| Controle inibitório | Resistir a impulsos, filtrar distrações e escolher uma resposta mais adequada. | Concentrar-se na tarefa, esperar a vez e persistir diante de dificuldades. |
| Memória de trabalho ou operacional | Manter informações em mente e operar mentalmente com elas. | Compreender textos, relacionar ideias, seguir instruções e transformar orientações em ações. |
| Flexibilidade cognitiva | Mudar de perspectiva e ajustar estratégias diante de novas informações. | Buscar outras soluções, revisar respostas e reconhecer erros. |
Essas habilidades atuam em conjunto e sustentam processos mais complexos, como planejamento, raciocínio e resolução de problemas.
O que precisamos considerar para potencializar as funções executivas em nossos alunos?
- O desenvolvimento é gradual. As funções executivas levam tempo para amadurecer. As expectativas e os desafios precisam considerar o momento de desenvolvimento do estudante.
- São importantes para o desempenho escolar. Existem evidências científicas de relações entre memória de trabalho, controle inibitório e competências em leitura e matemática.
- Dependem das experiências e do contexto. Sua aquisição e utilização são influenciadas pelas oportunidades de prática e pelas condições do ambiente de aprendizagem.
- Podem ser fortalecidas. As intervenções devem envolver prática frequente, desafios progressivos e tarefas variadas. A transferência dos ganhos para outras situações depende do tipo de intervenção.
- O bem-estar integra a aprendizagem. Estresse, solidão e sofrimento emocional podem comprometer o funcionamento executivo. Acolhimento, apoio social e cuidado com as necessidades físicas também precisam fazer parte do trabalho educativo.
- Brincar e aprender podem caminhar juntos. Jogos, leitura compartilhada, contação de histórias, faz de conta, atividades de construção e brincadeiras corporais são possibilidades de estímulo ao desenvolvimento de funções executivas.
O que isso implica para o planejamento de aulas e cursos?
O planejamento didático precisa considerar o estudante de forma integral uma vez que desenvolver funções executivas envolve oferecer oportunidades para pensar, escolher, manter informações em mente e ajustar ações, em um ambiente que também cuide das necessidades emocionais, sociais e físicas.
Referências:
CARVALHO, Ana Amélia Amorim. A representação do conhecimento segundo a teoria da flexibilidade cognitiva. Revista Portuguesa de Educação, Braga, v. 13, n. 1, p. 169–184, 2000. Flexibilidade Cognitiva.
THIERS, Valéria de Oliveira. Como as pessoas aprendem? [Apresentação de apoio]. Porto Alegre: PUCRS, [s. d.].
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